terça-feira, 27 de julho de 2010

Você Me Faz Tão Bem


Quando eu me perco é quando eu te encontro
Quando eu me solto seus olhos me vêem
Quando eu me iludo é quando eu te esqueço
Quando eu te tenho eu me sinto tão bem

Você me fez sentir de novo o que eu
Já não me importava mais
Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Quando eu te invado de silêncio
Você conforta a minha dor com atenção
E quando eu durmo no seu colo
Você me faz sentir de novo
O que eu já não sentia mais

Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Não tenha medo
Não tenha medo desse amor
Não faz sentido
Não faz sentido não mudar
Esse amor

Você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem
Você me faz, você me faz tão bem

Detonautas
Composição: Tico Santa Cruz

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ressurreição


Esteva em meio a uma escuridão infindável, tralhas e pedaços de mim mesmo para todos os lados, conflitos não resolvidos, questões não respondidas, dor, medo, angústia, era uma paralisia ascendente da minha alma.
Partículas se descolavam de mim e flutuavam no ar em busca da imensidão escura, iriam para uma dimensão desconhecida, predominantemente fria e nada convidativa...O desespero tinha tomado conta de mim, e junto com a adrenalina que era despejada na minha corrente sanguínea para manter meu corpo vivo, foram-se também meus últimos gritos de esperança, eu já não respondia aos estímulos do que podemos chamar de vida real...
Todo meu amor, gota após gota, se liquefazia em um grande oceano vermelho profundo, onde como em um aquário, abrigavam todos meus amores verdadeiros, tudo aquilo era minha essência.. Era como se eu fosse uma energia pairando no ar, feita só de sensibilidade... Pude intender por um instante as influências que me transformaram naquele ser humano, ver os caminhos por onde andei, as pedras onde tropecei, quem eu pude ferir com as minhas palavras, tudo, absolutamente tudo, estava ali como um livro aberto, um diário de todos momentos que fizeram meus hormônios e reações intrínsecas dar origem a ações corretas ou errôneas tomadas por aquele corpo já sem alma...
Pude sentir meu nascimento novamente, um misto de dor, asfixia, muito sangue e o milagre da vida, a felicidade provocada pelo meu choro, encantava e promovia o estímulo necessário as glândulas lacrimais da minha mãe, mas meus pulmões acumulavam muita secreção, naquele momento já internado, lutava contra uma pneumonia, e esse foi meu segundo nascimento, me deram a chance de proliferar meus encantos de bebe, minha mão gorda, meu sorriso sem malicia, minha bunda redonda, meus olhos curiosos, esse conjunto me tornara na eternidade o fruto que habilitava uma mulher a ser mãe.
Via também muita malicia adquirida durante toda aquela trajetória, eram sentimentos frustrados de não ter conseguido algum objetivo ou até mesmo a vergonha de ter sido diminuído em público por alguém que eu confiava, esses sentimentos deram origem a uma espécie de escudo de comportamento intimidador em resposta ao menor resquício de hostilidade alheia, mas o sistema a qual ele se apoiava para estar funcionando perfeitamente era falho, e muitas vezes fora usado em situações que ele não era necessário...
Minhas partículas de energia já se desprendiam daquela dimensão, quando uma grande força fez com que toda aquela reação de se desfazer paralisasse.. Sentia um calor enorme, as partículas se agitavam, e o lugar para qual aquilo tudo estava migrando foi ficando mais longe, toda aquela escuridão ia desaparecendo no horizonte, e o único resquício daquele lugar se transformou num minúsculo ponto feito por uma ponta fina de um lápis, quando me dei conta eu estava nas minhas reações novamente, estava de volta aquele mundo real, meu pulso tinha voltado, a luz novamente comtemplou minha íris, minha pálpebra com dificuldade, se levantava como o nascer do sol no horizonte, meus pelos do corpo inteiro perceberam a carga adrenérgica nos pilo eretores e se arrepiaram em sequencia como numa grande onda no mar transmitida do horizonte até a areia, meus músculos aos poucos eram ativados...
Por sua causa, hoje, acredito que estou vivo para o amor novamente.

Autor : Rafael Estefanutti

terça-feira, 20 de julho de 2010

Feliz dia do amigo


O Dia Internacional do Amigo, celebrado dia 20 de julho, foi primeiramente adotado em Buenos Aires, na Argentina, com o Decreto nº 235/79, sendo que foi gradualmente adotado em outras partes do mundo.

A data foi criada pelo argentino Enrique Ernesto Febbraro. Ele se inspirou na chegada do homem à lua, em 20 de julho de 1969, considerando a conquista não somente uma vitória científica, como também uma oportunidade de se fazer amigos em outras partes do universo. Assim, durante um ano, o argentino divulgou o lema "Meu amigo é meu mestre, meu discípulo é meu companheiro".

Aos poucos a data foi sendo adotada em outros países e hoje, em quase todo o mundo, o dia 20 de julho é o Dia do Amigo, é quando as pessoas trocam presentes, se abraçam e declaram sua amizade umas as outras.

No Brasil, o dia do amigo é comemorado oficialmente em 18 de abril. Em 20 de julho é comemorado o dia da amizade, mas atualmente o país também vem adotando a data internacional.

(Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_amigo)

sábado, 17 de julho de 2010

Túnel do Tempo


Nosso encontro aconteceu como eu imaginava
Você não me reconheceu, mas fingiu que não era nada
Eu sei que alguma coisa minha, em você ficou guardada
Como num filme mudo antes da invenção das palavras

Afinei os meus ouvidos pra escutar suas chamadas
Sinais do corpo eu sei ler nas nossas conversas demoradas
Mas há dias em que nada faz sentido
E o sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente

Sozinho no escuro nesse túnel do tempo
Sigo o sinal que me liga à corrente dos sentimentos
Onde se encontra a chave que me devolverá
O sentido das palavras ou uma imagem familiar
Mas há dias em que nada faz sentido
E os sinais que me ligam ao mundo se desligam

Eu sei que uma rede invisível irá me salvar
O impossível me espera do lado de lá
Eu salto pro alto eu vou em frente
De volta pro presente...

Frejat