quinta-feira, 8 de maio de 2008


“Agora ela é um anjo, lá no céu...”
A Isabella traduziu em suas fotos as crianças do mundo inteiro, com o seu sorriso intocável e inocente, parecia nos retratos, ter a pureza de qualquer criança que sonha, brinca, canta, aprende, chora, solta gargalhadas, se machuca, que é criança, e que por fim, buscava como todas outras crianças, um colo seguro, a segurança que só os braços de quem ama verdadeiramente, podem proporcionar.
“A minha vontade era de ter asas, para que no momento da queda eu a resgatasse ainda com vida...”
Milhões de crianças no mundo todo sofrem com abusos sexuais, com a exploração do trabalho infantil, com a prostituição, são cada vez mais “comuns” os abusos sofridos por essas pequenas criaturas. As atrocidades sofridas por esses anjos são inúmeras, e com as estatísticas crescem também a insegurança, que se faz presente colaboradora da perda da visão do que é ser criança num mundo como este. Se nossos pais deixassem de nos dar a segurança de seus braços, em que heróis iríamos acreditar quando éramos crianças como a Isabella? Quem iria nos amparar quando machucássemos os joelhos? A quem iríamos recorrer quando chorássemos de fome, se não fosse a segurança dos seios maternos?
“Fico chocado ao pensar que pais como o da Isabella, são a exceção do que é ser pai...”
Pessoas assim interrompem vidas, destroem futuros, e o pior, escondem-se atrás de preces divinas em público, preces que pensam eles, ludibriarem os instintos da justiça que se responsabiliza por tal ato não humano. Os olhares distantes que aparecem na TV denunciam por si só a falta de sensações comuns de pais que realmente são inocentes. Além da sobra de provas que os incriminam, o Deus para o qual eles clamam bênçãos, se é que Deus ainda escuta tais criaturas, cuida para que a mente dos dois sucumbam a algum resquício de amor que um dia há de ter habitado seus corações. É inadmissível que depois do crime que cometeram, tentem ainda saírem limpos das mãos da justiça. A este crime, que esse não identificados de espécime cometeram, há sim a justiça para penalizá-lo com ao menos 30 anos de prisão, e se forem penalizado, ainda assim ficaremos com aquela sensação, de que se esta ainda é a melhor maneira para pagarem pelo que fizeram...
“Paguem como pagarem, a pequena Isabella não vai ter direito a uma nova vida...”
O bem e o mal estão aí para serem assimilados, uma vez que você escolhe fazer o mal, ainda assim tens a chance de se redimir e fazer o bem, e por mais que humanamente eu tente entender o que leva uma pessoa (como eu ou você) jogar uma criança de um prédio... O mais próximo que eu chego de uma resposta é:
“- É que em meio ao desespero, somos obrigados a recorrer ao erro, não ao premeditado, mas sim o erro que somos todos passiveis a cometer, mas quando a situação envolve a vida do próxima, e ainda mais frágil do que isso, a vida de uma criança inocente e indefesa, as nossas atitudes são dadas ao controle de inexplicáveis condutas inconscientes, impensadas, sem sentido. E a medida que caminhamos a favor do erro futuro, ainda somos tomados por uma voz que em ultima instancia diz, pare, pense, e não o faça... Mas como eu disse, o mais perto que eu chegue de tentar entender esse gesto absurdo, não consigo. Mas o fato é que existem pessoas que seguem a essa voz, e infelizmente há pessoas que se sentem acima do bem e do mal, e inexplicavelmente não a seguem...”
“Isabella, não a conheci pessoalmente, mas em espírito peço-te desculpas pelas atitudes de quem a fez sofrer, peço-te agora como anjo que és, que compreenda com olhos divinos os erros humanos, e que junto com papai do céu, ajude a proteger as crianças que como você um dia, tiveram e tem sonhos de crescer e seguir uma vida normal.”

2 comentários:

Janah Lourenzo disse...

Lindo o texto..

partilho dos seus sentimentos...

e tô com saudade de vc!!!!

bjuh!

Janah Lourenzo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.