terça-feira, 21 de outubro de 2008

Cegos


Somos feitos de ossos e pele,
Neurônios, artérias e veias...
No entanto, somos construídos de amor e ódio...
Somos construídos nos nossos temores...

Na medida em que vamos dando conta de quem somos,
Nunca esta bom ser o que a gente é...
Até que a pele se corta e o corpo padece...
E percebemos que somos feitos de limites.

Passamos a vida nos comparando com o outro
Até que superamos aquele e temos que ser mais que mais um...
Vamos olhando para o exterior, apreciando as flores e as belezas do mundo,
E não plantamos nos apreciando...

Estamos em constante renovação,
Todas as células, todas as atitudes...
E nós mudamos, fazemos por onde, e às vezes não fazemos nada...
E nós fazemos o mundo ser o que é porque não temos idéias que nossos desejos são finitos...

Quando nos daremos conta que a fome e a desgraça de muitos custam ser a felicidade e a riqueza exacerbada de alguns?
Quais das imagens que você vê por ai vai lhe chocar o suficiente para que pare de ser incrédulo a vida do próximo?
Quando nos daremos conta que, assim como nosso corpo, onde tudo esta interligado, uma pessoa deixa de comer do outro lado do mundo porque você tem de tudo de mais?
Quando é que seu senso lhe dirá para juntar o máximo de pessoas possíveis em prol de um bem comum?

A dor nos faz ver, faz mudar, faz procurar ajuda...
A dor muita das vezes é capacitante...
E quando ela incapacita?
E quando ela nos deixa cegos, é injusta, e quando não temos quem nos ajude?

Como pode uma vida valer mais que outras?
Aliás, qual é o valor que a vida tem?
Qual é o valor da vida das pessoas que você ama?
Quando é que a morte de alguém vai lhe chocar o suficiente para fazer você perceber que a vida das pessoas é tão importantes quanto as das pessoas que você ama ou até sua própria?

Parece que estamos privatizando nossos sentimentos, e só nos deixando chocar pelo entretenimento sangrento dos cinemas, da TV, das revistas, dos jornais...
Recebemos todas as desgraças mais escabrosas do mundo compactadas dentro de poucas páginas de revistas ou de jornais, de telejornais que são plantões que duram apenas alguns minutos...
Todos eles nos roubam a sensibilidade...
E ficamos acostumados a aceitar...só aceitar, e mais nada...

Somos feitos de vida, que dependem das mais básicas necessidades...
E é necessário suprir e alimentar a vida de todos, cuidando...
Vamos nos unir e fazer coisas pequenas, resolver banalidades...
Porque é a soma das banalidades a catástrofe!

E querem tornar a catástrofe banal hoje em dia...
O que torna a soma da catástrofe apenas banalidades...
Então, aprecie a vida...
Faça a sua parte, mesmo que pareça ser quase nada.

3 comentários:

Janah Lourenzo disse...

"É estamos acostumados a não termos mais que isso."


bunito texto... todo verdade infelizmente.
O mundo hoje eh egocentrico demais pra deixar seus caprichos e pensar nos outros... eh tão intriseco isso q as vezes não percebos o cara do lado..e qdu eu digo do lado eh do lado msm!!!
as vezes a gnt não vai mais fundo no s2 do amigo, do namorado.. não consegue perceber a profundidade dakele olhar, dakele pedido singelo... e como vc termina o texto.. devemos fazera nossa parte msm q pareça nada, sim.. msm q ela pareça nada diante da dimansão do todo, e msm q ela pareça nada aos nossos olhos.. cada um vê por um angulo, por uma retina...

banalizar as coisas eh o caminho mais curto para a petrificação dos sentimentos... banalizar as coisas eh reduzir as necessidades, sentimentod od outro a pó... a nada. a mísero.
e assim.. nos cercamos do real... nos distanciamos do essencial..

já xega né.. teria mto a dizer.. mas o meu ser está em efervescencia.. não se concentra e se perde no espaço...
paradoxal iso pq.. deixa pra lá!

pra encerrar...
vc acha que faz a sua parte?


bjoos!

Anny Caroline disse...

rafaeeel muito lindo o texto..nos faz pensar na vida de verdade!!PerfeitOoo!!!

Luciani disse...

"Nessa terra de gigantes... que trocam vidas por diamantes... a juventude é uma banda, uma propaganda de refrigerantes!!"

Engenheiros do Hawaii