terça-feira, 22 de abril de 2008


“O que fazer agora?...”
É só caminhar pelas estradas por aí, com a cabeça cheia de coisas, que logo vem aquele vento gostoso de sentir, batendo sem parar no corpo, que contra ele, vai e vai...
Os pensamentos ficam fixos insistentemente no que passou, os olhos seguem vendo o que está ao redor num misturar de paisagem e de pensamentos cretinos...
Cabelos ao vento, braços em ângulos verticais, sem movimento algum durante a caminhada. “O caminho é longo, e estou aqui porque é da minha vontade, só que pena que não estamos nessa estrada por motivos melhores”.
Só que à medida que a estrada e as paisagens se estendem, os pensamentos ruins se dissipam ao vento, dando lugar as belas flores que surgem para os olhos que até então, encontravam-se submersas em imagens da nossa mente...
Caindo na real, vendo toda aquela beleza da esperança de uma próxima vez, esse sentimento toma conta do meu mais profundo eu, que acaba a transcender origem e força para nossa face externa...
É um mundo paralelo ao meu, difícil não cair nele às vezes, mas ainda bem que a esperança tá por aqui o tempo todo. Sempre que retorno de “lá”, volto mais forte, mais concentrado, cheio de sonhos e esperança para uma nova caminhada, essa, sempre longa, difícil, arquitetada para que as vidas de todos nós sempre tenham seus altos, ao passo que tome a proporção de nossas forças e vontades de quando estávamos lá no fundo...
Somos seres incríveis, capazes do” impossível”, de alcançar o desejado...
“Fazer acontecer o que eu quero, ser ambicioso e humilde ao mesmo tempo, tudo para que ao menos uma vez, eu possa triunfar positivamente sobre desejos impossíveis...”
Somos inicialmente frutos da derrota, porém inalcançáveis...

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